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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

PROF.ª ZILDA SIQUEIRA: “DIGA AO ALUNO: EU AMO VOCÊ”

PROFESSORA ZILDA SIQUEIRA ESCOLA MUN. SÃO JOSÉ
Meu pai comprava livros pela capa, ele não sabia ler e me fazia ler palavra por palavra, e as que eu não sabia mandava anotar para perguntar na beira da estrada, para alguém que soubesse ler. Depois que aprendi, ensinei ele e a mãe a ler. Era desejo dela que eu fosse professora, embora eu não gostasse muito da ideia. Anos depois, um dia que não tinha professor na escolinha da zona rural, eu entrei na sala com 25 alunos e hoje estou aqui, professora. Na minha forma de pensar hoje o professor não é só professor, ele é pai, ele é irmão, ele é tudo, ele é a família da criança. E o professor hoje tem que amar muito a profissão dele, se ele não gostar do que faz, não adianta, ele pode encerrar a carreira. Mas eu trabalho como professora já conta 25 anos, não acho que está tão difícil para lidar com as crianças. Tem que ter muito jogo de cintura. O professor às vezes tem que ser um pouco criança junto com eles e um pouco palhaço. Que é o que faço muito na sala de aula com eles (risos). Ás vezes quando vejo que clima está muito pesado, levo para o lado da brincadeira para descontrair, por que se for levar tudo a sério, não se consegue trabalhar. Esta difícil, mas tem que amar o que faz. Se o professor souber levar a situação, ele consegue se sair bem. O amor acima de tudo, pois tem que amar o que faz e dar muito carinho para estas crianças e procurar conversar muito com eles. Não tem um aluno que mesmo, mesmo sendo adulto, que resista se você olhar para ele e disser: “Eu amo você”. Falo isso por que já aconteceu comigo, de olhar para o aluno, ele sendo rebelde na sala, olhar nos olhos dele, e dizer:” eu amo você”. E eu sempre falo isso para eles. Que são presentes de Deus e que eu amo muito eles. Eles gostam de ouvir isso. E se você quer desmontar um aluno, é dizer isso. Se quer dominar o aluno é dizer olhando nos olhos, “eu amo você”. Às vezes ele me responde e eu falo: “Olha para mim, que eu estou falando para você! Eu estou falando isso por que eu amo você”. Hoje é coisa mais difícil as pessoas conversarem com o filho, dizer que o ama, em casa, devido a correria diária, de o pai sentar com a criança e dizer como o filho é importante para ele, que o ama. Então a criança vai buscar isso na sala de aula, com o professor. Agora, se o professor não tiver equilíbrio, jamais vai conseguir nada, será agressividade em cima de agressividade. Até agora não encontrei problema justamente por isso. Eu tenho muito amor no que eu faço e temos que dizer as crianças que os amamos, pois eles gostam de ouvir isso. Quanto à poesia, eu a utilizo na sala de aula. Confesso que não gostava de poesia, mas quando comecei a fazer um curso de proletramento, a professora me incentivou a trabalhar com versos (antes eu trabalhava com música na sala). Comecei a trabalhar com versinhos, a escrever para mim mesmo e agora eu uso dentro da sala de aula, pedagogicamente, e eles estão gostando. Tudo que vamos trabalhar eles pedem para ser com poesia. Enfim, a poesia hoje é algo que me faz bem, é como um brinquedo que a gente descobre, é um sentimento: às vezes está lá no fundo, e não foi mexido e quando alguém mexe, aí aflora. Vai se descobrindo aos poucos. Cada dia aparece uma poesia nova escrita pelos alunos na escola. De sala em sala, a poesia esta tomando conta, como uma semente. Só precisamos estimula-los a escrever.
“Mestre Amiga” Estou aqui e quero aprender Com amor, quer me ensinar? Uma coisa tenho certeza De mim há de se orgulhar se por ironia do destino Na vida eu tropeçar não ás vezes culpada Um dia vou me levantar com saudade e carinho Da Senhora quero lembrar

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